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domingo, 10 de maio de 2015

Mundial de Surfe invade o Rio de Janeiro


Chegou a vez da mega estrutura da World Surf League desembarcar em praias verde e amarelas. A partir do dia 11 de maio, com janela de realização se extendendo até o dia 22, o Postinho, pico localizado na Barra da Tijuca, será o palco da 4ª etapa do Mundial de Surfe.

O Rio Pro 2015 estreia quando a capital da Cidade Maravilhosa completa 25 anos sediando uma das etapas válidas pelo título mundial de surfe, com a marca histórica sendo atingida em plena comemoração dos 450 anos de fundação da Cidade Maravilhosa.

A expectativa do público pela chegada dos tops ao Brasil é grande, prinpalmente por tudo que vem acontecendo em 2015 para o surfe brasileiro. Até agora, um ano mais do que especial para o esquadrão do Brazilian Storm.



Gabriel Medina começou a temporada como o primeiro brasileiro detentos do título mundial. Além disso, a etapa começa com Adriano de Souza, o Mineirinho, sendo o dono da lycra dourada, ou seja, atual líder do ranking da temporada. O paulista foi o muito bem na Austrália, garantindo um terceiro lugar na Gold Coast, o vice-campeonato em Bells e, fechando com chave de ouro, com o título em Margaret River,abrindo boa vantagem na disputa geral. A galera também poderá torcer por Filipe Toledo, vencedor da etapa de Snapper Rocks e atual 3º colocado no ranking geral.

Isso, sem falar, no restante do time, que conta com outros quatro integrantes: os paulistas Miguel Pupo e Wiggolly Dantas e os potiguares Jadson André e Ítalo Ferreira. Entre as mulheres, a torcida fica para a nossa guerreira solitária Silvana Lima, que também teve boas apresentações nas primeiras etapas e chega ao Rio de Janeiro com a nona colocação no ranking entre as meninas, liderado pela havaiana Carissa Moore.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Surf: Brasil x Austrália em Bells

Adriano de Souza, o Mineirinho e o australiano Mick Fanning disputam a grande final da segunda etapa do ano da World Surf League (WSL). Depois de eliminar o campeão mundial de 2014, Gabriel Medina, nas quartas, Adriano de Souza, o Mineirinho, dominou a primeira bateria da semifinal, venceu o australiano Josh Kerr e está na decisão em Bells Beach, na praia australiana de Victoria.

O surfista foi o único brasileiro que restou na segunda etapa do ano do Mundial de surfe, já que ele mesmo eliminou Medina na fase anterior, enquanto Filipe Toledo, campeão da 1ª etapa em Gold Coast, caiu diante do norte-americano Nat Young nas quartas.

(foto: ESPN)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Medina faz história é o primeiro brasileiro campeão mundial de surf


Gabriel Medina é campeão mundial de surf 2014. O título, inédito para o Brasil, veio com após ver seu ídolo de infância, o australiano Mick Fanning ser derrotado pelo brasileiro Alejo Muniz no Round 5 do WCT Pipe Masters, realizado em Pipeline, Havaí. Gabriel dependia apenas de si para ser campeão, mas a matemática também o favorecia, dependendo do resultado de seus rivais Kelly Slater e Mick Fanning.
Após cinco dias consecutivos sem ondas, o Pipe Masters foi retomado e finalizado nesta sexta-feira (19/12). No Round 3, Gabriel Medina fez sua parte, vencendo a bateria e, com isso, eliminando Slater da briga pelo título. Em seguida, Mick Fanning quase perdeu, o que daria o título ao brasileiro antecipadamente. Foram momentos de tensão. Mas o australiano virou nos últimos minutos e a decisão foi adiada em algumas baterias.
No Round 4, Gabriel Medina enfrentou Filipe Toledo e Josh Kerr. Filipe não perdoou e mostrou que queria vencer. Foi um duelo emocionante entre os dois brasileiros, com trocas de nota a todo instante. Nos últimos minutos, Medina virou a bateria, rumo às quartas de final.

Com a vitória, Gabriel entrou para a história, de fato. Fez com que seu nome nunca seja esquecido e que sirva de exemplo para outros brasileiros não só no surf, mas no esporte. Uma verdadeira sensação. Mas não há motivos para demonstrar surpresa com o título mundial ou com o excelente desempenho de “Gabe” nesta temporada 2014. Sua luta, seus esforços e suas vitórias vêm de muito antes. De forma que esse troféu vem coroar, em bom tempo, uma preparação de anos.
É preciso fazer uma pequena retrospectiva em nossas mentes para que se entenda que o título mundial tem ainda mais significado na carreira de Medina e na história do surf brasileiro. Gabriel foi o mais jovem brasileiro a ingressar no tão disputado circuito da ASP. E essa posição, é claro, só poderia ser alcançada com muitos outros bons resultados anteriores.
Sua entrada no Tour, aos 17 anos, já foi um grande feito. Nem os mais otimistas poderiam adivinhar o que Gabriel, ainda tão jovem, era capaz de fazer como “novato” no seleto grupo dos 36 melhores surfistas do mundo. Acontece que, em 2011, ele entrou no “meio” do WCT, restando cinco etapas a serem disputadas. E venceu duas delas: na França, contra Julian Wilson, sua segunda competição entre as estrelas do surf, e em San Francisco, contra Joel Parkinson. Sinal do que aconteceria três anos depois? Naquele ano, Kelly Slater, derrotado por Medina duas vezes, chegou a dizer: “Com certeza esse garoto vai ganhar vários títulos mundiais”. Um ele já ganhou. Que venham os próximos.
(fonte ESPN)